A literatura bíblica e, especialmente, os textos que compõem a biblioteca neotestamentária formam um importante conjunto de fontes primárias para o estudo do mundo antigo. Trata-se de uma rica literatura que guarda conteúdos de uma época que foi determinante para o desenvolvimento das sociedades de herança Ocidental.
O surgimento do cristianismo e sua difusão, a qual foi favorecida pela expansão do Império Romano, foram determinantes para o estabelecimento de uma forma de pensar e de organizar o mundo que extrapolou as fronteiras do Mediterrâneo antigo e chegou até os nossos dias.
Estudar os Evangelhos Sinóticos – Marcos, Mateus e Lucas – é ter contato com as origens de uma religião que determinou os rumos do Ocidente. O contato com essa literatura revela que o cristianismo das origens foi muito mais plural e dinâmico do que comumente se pensa. Isso se deve não apenas ao próprio Jesus de Nazaré, à sua vida e à sua pregação, mas também aos primeiros redatores, que eram preocupados em registrar as memórias e as tradições de Jesus de modo escrito.
O que se pretende com o estudo dos Sinóticos, aqui, não é controlar a exegese de ninguém, mas fornecer parâmetros, chaves metodológicas, informações históricas e culturais que subjazem aos textos para que você possa fazer a sua interpretação amparado por um conhecimento que lhe possibilite um estudo sério e coerente.